(...)Procuro dizer o que sinto
Sem pensar em que o sintoProcuro encostar as palavras à idéia
E não precisar dum corredor
Do pensamento para as palavras.
Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato de que os homens o fizeram usar.
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu. (...)
O guardador de rebanhos, Alberto Caeiro
(...)Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E, hoje, quando me sinto
É com saudades de mim.
Não perdi a minha alma
Fiquei com ela, perdida
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma. (...)
Dispersão, Mário de Sá-Carneiro
engraçado como intrínseca à minha (des)(re)construção encontrei a graça e o soco-no-estômago dos poetas portugueses.
2 comentários:
não ia te contar, mas o grande lance é que a margot... É um cachorro. ou pelo menos é isso que dizem os veterinários.
cadê você?
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